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Oque é melhor para emagrecer? Musculação ou Aeróbico?


Vou tentar resumir o máximo possível um artigo de 5 páginas sobre um assunto muito polêmico, quantos alunos não vão a academia somente para fazer 1 hora de esteira naquela famosa "zona de queima de gordura" escrito nas esteiras. Pois é, você que esta lendo é um deles, pois então, isso não é tão certo quanto parece! Na verdade o que interessa é o gasto calórico que você vai obter com o treino. Na musculação conseguimos obter um gasto calórico alto o suficiente para que você possa diminuir o percentual de gordura, e além disso os benefícios obtidos são muito maiores do que o aeróbio de baixa intensidade e alto volume.

Alguns benefícios da musculação:

- Gasto calórico alto conforme o treino evolui.
- Definição muscular só se consegue através da musculação
- Fortalecimento de ossos, articulações e músculos
- Gasto calórico pós treino devido ao aumento do metabolismo
- Aumento do metabolismo basal ( você passará a gastar mais calorias em repouso conforme aumenta o % de massa magra).
Entre outros.

Em relação ao treinamento aeróbio de baixa intensidade e longa duração:


- Desgaste articular e muscular
- Perda de massa magra
- Lesões por esforço repetitivo
- Gasto calórico baixo.

Concluimos que na musculação temos muito mais chance de se dar bem quanto a parte estética em relação ao treinamento aeróbio volumoso.
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Musculação - Treino para mulheres

Segue abaixo um treino onde o foco do treino está em aumento de glúteos e coxas e definição muscular. Este é um treinamento para nível avançado.



Treino A - Quadríceps(anterior da coxa) e Glúteos + abdominais em vídeo.


Leg extension unilateral - 4x12/10/8/6+6
Afundo no smith c/ step na perna de trás 6x10
Leg press 45º pés altos 4x15/12/10/8+8 drop-set
Elevação Pélvica apoiando as costas na bola 3x15
Glúteo cabo pernas extendida 3x15 tempo de intervalo - 1'30"

Treino B - Dorsais, bíceps e isquiotibiais(posterior da coxa)


Puxador fechado supinado 3x15 combinado com
puxador aberto frente

Remada Unilateral 3x15 combinado com
deltóide posterior cabo médio unilateral.

Rosca direta 3x15 combinado com
rosca simultânea sentada bco 45º

Flexora deitada 4x15/12/10/8/6+6

Flexão de joelhos na bola 4x15

Stiff com barra(joelhos semi flexionados) 4x15 tempo de intervalo -50"

Treino C - Peitoral, deltoides, tríceps , panturrilhas + abdominais em vídeo.


Supino reto 3x15 combinado com
crucifixo reto

flexão de braço 3x máximo combinado com
pullover 3x15

elevação lateral 3x15 combinado com
pulley tríceps

remada alta 3x15 combinado com
tríceps testa corda cabo alto.

gêmeos em pé unilateral 4x20 tempo de intervalo -50"
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como se comportar em uma academia.

Na sala de musculação...
1- Alguns alunos transpiram demais, então evitem deixar o suor para que outro aluno tenha que limpá-lo, a maioria das academias deixam panos com alcool espalhados na sala.
2- Evite monopolizar o aparelho, lembre que enquanto você está usando, tem sempre alguém esperando você terminar. Esteja disposto(a) a revezar, enquanto você descança o outro faz a série, assim todos se ajudam e agilizam o treino
3- Não há necessidade de se usar perfume, o suor triplica o cheiro e você pode "impestiar" a academia. E por favor não esqueça o desodorante!

4- Evite ser conhecido como "desesperado", dar em cima de todas as alunas da academia pode sujar a sua imagem. Por incrivel que pareça, as pessoas reparam muito nisso.(serve para os professores também)
5- Não largue os pesos no chão,ou bata os pesos dos aparelhos,ou grite durante os exercícios, isso é coisa de quem não sabe treinar. Pode reparar, os alunos mais fortes da academia não fazem barulho
enquanto treinam.
6- Se precisar de ajuda, os professores sempre estarão dispostos a passar um peso, uma barra, ajudar no agachamento,supino, mas deixe para pedir ajuda apenas na última série. Se você nao consegue fazer nem a primeira série sem ajuda, é porque exagerou no peso ou este exercício não serve para você.
7- Ao entrar na academia, comprimente o seu professor, assim ele vai reparar mais em você e vai conseguir atende-lo melhor. Aluno que entra mudo e sai calado passa desapercebido.
8- Usou, guarda! Não largue os pesos e deixe pra guarda-los ao final do treino, você prejudica os outros alunos.

E POR ULTIMO E MAIS IMPORTANTE!!! Evite comentar que tal aluna é gostosa! O marido dela pode estar do seu lado.(este é o comentario mais desnecessário que escuto todos os dias,pessoal, eu não sou
cego!).
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Se eu fizer aeróbio, vou perder massa muscular?

Muita gente que treina para ganhar massa muscular, as vezes querem também um abdômen definido, querem perder algumas gordurinhas localizadas na lateral e na parte inferior do abdômen ou na lateral dos glúteos, conhecido como "culote" professores. Porém esses mesmos alunos tem receio de complementar o treino com a parte aeróbia com medo de perder pernas e bumbum no caso das mulheres e braços e peitoral no caso dos homens.

Mas na verdade isso dificilmente ocorre. Para obter definição muscular temos que aumentar a massa magra e diminuir o percentual de gordura. O que ocorre quando estamos fazendo algo específico para definição é que, devido a ingestão de carboidratos reduzida(eu disse reduzida, nao disse para excluir o carboidrato) e aumento do trabalho aeróbio, temos uma redução de retenção de líquido e claro perda de gordura corporal geral, ou seja, se você tem gordura em excesso nas pernas e glúteos, é óbvio que você ira perder medidas, volume, afinal você esta perdendo gordura(não era oque você queria?). Não podemos desistir, afinal temos que compensar isso com o trabalho forte na musculação para continuarmos estimulando a musculatura para que ela aumente e possamos manter as mesmas medidas só que com músculos no lugar da gordura.
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Posso fazer esses exercicios todos os dias?

Descanso e exercícios

Muita gente me pergunta se pode fazer todos os dias o mesmo exercício, se pode fazer abdominais todos os dias. A resposta é não. O músculo é composto por fibras, e ao realizarmos a contração o relaxamento das fibras com sobrecarga causamos micro-lesões no nosso tecido muscular, e depletamos o estoque de nutrientes armazenados no mesmo que são necessários para que o mesmo fique mais forte, mais resitente.
Quando isso ocorre chamamos de catabolismo muscular(quebra de nutrientes em sua forma mais simples para gerar energia). Se não houver o descanço, não haverá o processo contrário que chamamos de anabolismo(é onde a musculatura armazena os nutrientes em sua forma mais complexa).


Se recomenda dar pelo menos 48 á 72horas de descanço para que esse musculo possa se recuperar e estar pronto para a próxima rotina de treino. Sem o descanço, corremos o risco de catabolizar, ter uma distenção muscular grave, e no mínimo, não conseguir melhorar o rendimento no treino.
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Porque as vezes o resultado não aparece?


Nosso comportamento, rotina, estilo e qualidade de vida pode influenciar diretamente nosso metabolismo facilitando ou dificultando o ganho de massa muscular e a perda de gordura.

O stress que nos atinge nos dias de hoje está extremamente ligado com a "chata" barriguinha, pois existe um hormônio muito conhecido como cortisol, liberado em situações de stress e esse hormônio tem algumas funções muito importantes do tipo, catabolizar o tecido muscular e acumular gordura na região abdominal(legal esse hormônio não é verdade?). As alterações de percentual de gordura e perda de massa magra pode estar extremamente ligada ao nível de stress de sua rotina diária. Sei que não é fácil mudar, mas o quanto vale a pena parar e pensar oque está acontecendo de errado em sua vida e tentar corrigir de uma forma inteligente para que isso não passe a refletir em seu corpo e sua saúde física e mental.
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Sou magro mas quero perder a gordura localizada!


Pessoas que são aparentemente magras mas mesmo assim possuem gorduras localizadas em determinadas regioes do corpo ficam perdidas, não sabem se treinam para emagrecer ou para ganhar massa muscular. Oque devemos fazer então?

Bom, em primeiro lugar muitas pessoas acham que são magras, porém você pode ser um magro falso, pois apesar de aparentemente ser magro você deve ter um % de gordura alto. Mesmo assim eu não recomendaria um treinamento específico para perda de peso, mas sim um específico de aumento de massa muscular, assim ao realizar o treino, você terá, além de um aumento de volume muscular, um gasto calórico e uma aceleração do seu metabolismo que vai ajudá-lo a diminuir essa gordura corporal de uma maneira geral. Não existe nenhum exercício que faça-o perder gordura de uma região específica, tudo é feito de uma forma geral, ou seja, temos que fazer exercícios em geral para aumentar a perda de gordura geral. É claro que notaremos maiores resultados onde temos mais gordura.
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Como calcular as faixas de freqüência cardíaca de treino?


Em primeiro lugar, devemos lembrar que essa faixa de freqüência cardíaca (FC) consiste em um cálculo de uma intensidade de esforço adequada para um condicionamento aeróbio e que existe uma série de outras variáveis importantes dentro da definição de um treinamento. Por exemplo, o treino pode conter períodos em que a FC irá passar destas faixas, como nos tiros em corrida. Por outro lado, pessoas muito descondicionadas ou com excesso de peso podem não conseguir inicialmente manter a atividade física nessa intensidade, precisando manter a FC mais baixa. Por tudo isso, o ideal é uma avaliação médica inicial e a ajuda do professor de educação física para definir o melhor tipo de treinamento que você precisa.

Existem vários métodos para a definição dessa faixa de FC, sendo o melhor método atualmente o da ergoespirometria, conforme expliquei quando falei deste exame. Então, para quem tiver realizado a ergoespirometria, a faixa de FC será entre a FC do limiar anaeróbio (1º limiar) e do ponto de compensação respiratória (2º limiar).

Porém, para quem não fez uma ergoespirometria, é possível utilizar algumas fórmulas para estimar esses valores. Para esses cálculos, sempre precisaremos da FC máxima da pessoa, que deve ser obtida preferencialmente através do teste ergométrico. Se a pessoa não tiver realizado o teste, poderá utilizar uma fórmula para estimar a FC máxima, no entanto, este valor não será tão fidedigno como o obtido pelo teste ergométrico. A fórmula é: FCmáx= 220 – idade da pessoa.

O método mais simples para cálculo dessa faixa de freqüência cardíaca consiste em utilizar 70% da FCmáx como limite inferior e 85% da FCmáx como limite superior.

Uma outra fórmula, que parece ser um pouco melhor, consiste no método da FC de reserva (FCR), ou método de Karvonen, que calcula inicialmente a FCR subtraindo a FC de repouso da FC máxima e depois se calcula 60 e 80% da FCR e soma-se esses valores à FC repouso.

Limite inferior da faixa de FC alvo= [(FCmáx – FCrepouso) x 0,6] + FC repouso

Limite superior da faixa de FC alvo= [(FCmáx – FCrepouso) x 0,8] + FC repouso

OBS: Para pessoas muito descondicionadas, devem ser utilizados inicialmente os valores de 50 e 70%.

O ideal é que a FC de repouso seja medida após 5 minutos da pessoa deitada em ambiente calmo e tranqüilo.

Para ilustrar melhor, vamos utilizar o seguinte exemplo:

Pessoa de 30 anos com FC de repouso de 68.

FCmáx = 220 – 30 = 190

FC limite inferior= [(190 – 68) x 0,6] + 68= [122 x 0,6] + 68= 73 + 68= 141

FC limite superior= [(190 – 68) x 0,8] + 68= [122 x 0,8] + 68= 97 + 68= 165

Logo, para essa pessoa a faixa de FC ficaria entre 141 e 165 batimentos por minuto.

É importante também ressaltar que devemos sempre saber respeitar o nosso corpo, diminuindo a intensidade do esforço quando estivermos com uma sensação de cansaço extremo ou outros sintomas importantes, independentemente da FC.

Por último, vale lembrar que com o treinamento e melhor condicionamento, essas faixas vão se alterando, devendo ser recalculadas regularmente.

Dr. Alex Maia
Cardiologia geral e do esporte
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Musculação em forma de circuito


Para quem não tem tempo musculação em forma de circuito dá resultado

Uma das reclamações que muita gente faz em academia é que não consegue desenvolver massa magra. É sempre a mesma história. Diz que está treinando certinho, que não falta e mesmo assim não tem resultado. É mais ou menos como acontece com quem não consegue emagrecer e sempre diz que não come nada. Bom, em primeiro lugar quem não come nada acaba é morrendo. Até quem faz greve de fome para aparecer emagrece à beça, mas quando a saúde entra numa fase crítica o protesto acaba rapidinho.

A gente sabe que algumas pessoas têm mais aptidão para praticar qualquer modalidade esportiva do que outras e com a musculação ocorre o mesmo quanto ao desenvolvimento da massa magra. Alguns indivíduos hipertrofiam e/ou criam mais resistência mais rápido do que outros e por isso a musculação tem infinitas formas de se fazer para dar certo e atingir determinado objetivo. Isso tem a ver com o tipo físico estudado por William Sheldon (1898-1977) e essa questão do biótipo x desenvolvimento de massa muscular “dá pano pra manga” porque tem a ver com raça, personalidade, passado esportivo e tipo de vida na infância. Exatamente por isso é que algumas pessoas têm mais facilidade de praticar modalidades esportivas diferentes. Um ectomorfo, característica dos corredores fundistas, dificilmente será um campeão de fisiculturismo enquanto um mesomorfo terá mais chance. Claro, existe ainda uma infinidade de fatores que começa pela avaliação funcional, avaliação nutricional, periodização e muito mais. A musculação é um mundo ilimitado de métodos e formas de treinamento. Quando não dá certo de um jeito tenta-se de outro. Mesmo assim algumas pessoas, para não dizer, nunca, dificilmente conseguirão chegar aos seus objetivos. O mesmo acontece com quem deseja emagrecer. Algumas pessoas têm muita dificuldade enquanto outras, mesmo que queiram não conseguem engordar.

Pois bem, uma das formas que vem dando bons resultados tanto para quem deseja emagrecer como ganhar massa muscular é conjugar o treinamento de musculação com o aeróbio. Conforme o objetivo aumenta-se ou diminui-se a intensidade e duração de cada parte do treinamento.

De uma forma geral ficou enraizado do mundo fitness que musculação é só para quem desejar ficar forte e exercício aeróbio é para emagrecer. Além disso, na própria musculação sobrevivem alguns mitos com relação a séries e repetições. Tem que ser três séries de 10, 12, 15 e etc. como se duas não resolvessem nada. Ledo engano! Duas séries e até mesmo uma dependendo do objetivo podem resolver e nessa área a gente não pode afirmar nada.

Estudos bem conduzidos dão conta que um circuito de musculação pode trazer muitos dos benefícios tradicionalmente atribuídos aos exercícios aeróbios tais como a melhora no perfil lipídico. Tanto o colesterol total diminui como a relação HDL (bom) e LDL (ruim) também fica favorecida com o aumento da quantidade do HDL. Além disso, a massa muscular isenta de gordura aumenta e o percentual de gordura diminui. Significa dizer que a musculação também emagrece até porque quem tem mais massa muscular precisa gerar mais energia gastando mais calorias enquanto estiver em repouso ou dormindo (metabolismo basal). Durante a execução das séries o corpo não gasta gorduras, mas o fazem entre os intervalos e depois de terminado o exercício. É muito simples. O corpo aumenta a atividade aeróbia na intenção de recuperar os sistemas anaeróbios esgotados.

Já é igualmente bem estabelecido que o exercício aeróbio leve ou moderado de média a longa duração é uma das mais concorridas formas de promover o emagrecimento e disso, felizmente pouca gente tem dúvidas. O fato é que, de um lado ficam os defensores da musculação tradicional e do outro o dos exercícios aeróbios. A união dos dois é uma das formas inteligentes de promover tanto o aumento da massa muscular como o emagrecimento. Daí surgiu os diversos modelos de circuitos conjugando exercícios de musculação com aeróbios e/ou simplesmente os de musculação com menor intensidade, mas sem intervalos. A vantagem disso é que além das citadas poupa-se tempo. Muita gente não pode ou não tem mais paciência de ficar mais de uma hora na academia e para atender esse público algumas academias têm boas propostas que dão os resultados esperados. Pense nisso e procure a mais adequada ao seu perfil.
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Quando deve mudar os seus exercícios?

Autor: “Anoop Balachandran”. As pessoas mudam de exercícios a cada 4-6 semanas sem motivo ou razão, porque assim foram instruídas pelas revistas de fitness. Este artigo é a continuação do artigo “Porque razão não deve mudar os exercícios com frequência?”. Então, quando se sabe que está na altura de mudar os exercícios?

Treinar um ponto fraco: Se tem um ponto fraco ou uma parte corporal atrasada em relação às restantes, mudar de exercício é uma boa forma de se tentar resolver o problema.

Suponhamos, que possui quadriceps fracos, mudar do agachamento para a Prensa (pés colocados abaixo na plataforma) faria sentido. Outro exemplo seria o supino agarre aproximado (para tríceps), se considera que a falta de força nos tríceps o está a impedir de ter os melhores resultados no supino plano para peitoral. Outro exemplo mais, está em adoptar um agarre mais afastado no supino, se considera o seu peitoral fraco ou é mais fraco na metade final (ROM) do seu supino.

Sentir o músculo e o estiramento: Já deve ter reparado que em certos exercícios, você consegue sentir e estirar bastante mais o músculo que está a trabalhar do que com outros exercícios. Se pretende mudar, mude para exercícios que lhe permita sentir e estirar melhor o músculo.

Por exemplo, nós sabemos que o peitoral é o músculo de acção principal utilizado no supino. Mas alguns atletas não conseguem sentir nada no peitoral quando executam o supino, mas “sentem” bastante mais o peitoral com o supino com halteres. Isto pode acontecer devido a um número de razões, incluindo a biomecânica individual de exercício, propiorecepção, nível de destreza nesse exercício, e por ai adiante.

Arquitectura muscular: A arquitectura e biomecânica do músculo, determinam a quantidade de exercícios que deve realizar para esse grupo muscular em particular.

Por exemplo, necessita de dois exercícios para atingir os tríceps: Um para a porção longa e outro para a porção medial e lateral. A porção longa apenas pode se enfatizada de forma eficiente se colocar os seus braços acima da cabeça, tal como no “press à testa”.
Anatomia dos tríceps e trapezios

Os Trapézios são outro exemplo de um músculo que necessita de mais de um exercício para podermos atingir de forma eficiente todas as suas áreas, devido á sua estrutura muscular única. Você pode mudar de exercícios para se focar nos feixes superiores, intermédios ou inferiores.

Por exemplo, necessita de dois exercícios para atingir os tríceps: Um para a porção longa e outro para a porção medial e lateral. A porção longa apenas pode se enfatizada de forma eficiente se colocar os seus braços acima da cabeça, tal como no “press à testa”.

De-loading: De-loading significa “redução” ou descanso. Você pode fazer “deload” em certas áreas de um músculo, mudando de exercícios, e penso que, esta é a razão principal pela qual as pessoas se sentem melhor quando mudam de exercícios.

Mas isto apenas irá funcionar se o exercício que está a mudar estiver a trabalhar uma área diferente do músculo. Isto é sempre uma estratégia de acertar ou falhar, se está a mudar de exercícios de forma aleatória. Por exemplo, se mudar do supino plano para o inclinado, irá descansar ou fazer “deload” á parte inferior do peitoral. Mas se fosse mudar para o supino declinado ou supino com halteres, ainda estaria a trabalhar principalmente a parte inferior do peitoral e não a fazer “deloading”.

Um deload ideal e próprio seria tirar alguns dias do ginásio ou reduzir um pouco os pesos. A mudança de exercícios apenas pode ajudar a controlar a fadiga periférica e não a fadiga sistémica.

Variedade: Esta seria a última da minha lista, variedade, para prevenir o aborrecimento. Os factores psicológicos desempenham um factor importante na forma como as pessoas se mantêm ou não com os exercícios, mas, prevenir o aborrecimento, não irá o auxiliar no processo de crescimento muscular.

Se pretende atingir certos objectivos, terá de fazer coisas de que pode não gostar.

Recomendações

Mantenha os exercícios pelo menos 12 semanas. São necessárias algumas semanas para o corpo aprender um exercício e como tal para poder levantar o máximo de peso possível nesses exercícios. Portanto, se mudar de exercícios a cada 4-6 semanas, os seus músculos irão receber bastante menos estímulo para crescer.

Mude de exercícios, mas mantenha os pontos citados acima em mente, e irá ter mais sucesso com o seu programa de treino, do que se mudar de exercícios de forma aleatória.

Fonte: Exercisebiology
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Oclusão: O que é que a restrição de sangue tem a ver com a hipertrofia?


Muito desta discussão é na realidade uma análise mais profunda acerca da teoria energética, especificamente, a forma como o fluxo de sangue afecta a fadiga e, em seguida, como a fadiga afecta o recrutamento e a contracção.

Em diversos estudos de oclusão, onde foi utilizada pressão mecânica para restringir o fluxo de sangue, os indivíduos foram capazes de aumentar a força e o tamanho muscular com pesos leves, assim como os indivíduos a quem não restringiram o fluxo de sangue e que usaram resistências mais elevadas. (1,2) Um estudo em particular (1) observou um aumento de 7,7% no CSA dos quadríceps dentro de duas semanas usando apenas 20% de 1RM! O tamanho fibrilas, os níveis de glicogénio, GH e IGF1 também aumentaram significativamente durante o treino com o fluxo sanguíneo obstruído. (1,7)

Como é possível que um peso tão leve possa realmente estimular o aumento da força e massa muscular? Onde está a tensão necessária, obtida por processos mecânicos? Será possível que a carga na barra não é ‘o estímulo “, mas sim um meio para um fim?

As razões pela qual resistências tão leves ainda são capazes de estimular o aumento da força e da massa musculara, podem ser as seguintes; O aumento extremamente rápido e elevado de de produtos de fadiga, para além de uma falta de oxigénio, reduz a capacidade da fibra para gerar força muito rapidamente. (3) Isto conduz a níveis de activação plena (recrutamento completo e rácio de codificação elevado), conduzindo a contracções tetânicas. (2) Para além disso, as células musculares irão consumir ATP em níveis iguais ao de resistências mais elevadas. Já falamos da importância disto no artigo acerca da energética. Citando uma secção,

Citação:

“Para além disso, uma variável de medição, chamado de TIT (Tempo Integral sob Tensão), onde a verdadeira tensão média medida, (4,5) é directamente proporcional ao custo energético de uma contracção. Mesmo os factores sinalizadores de tensão, como a P70 (70-kDa ribosomal S6 kinase, um marcador importante para a hipertrofia) (9,10) pode ser monitorizado através do cálculo das contracções do TIT. Pode-se então extrapolar, que a rotatividade do ATP (o tempo de custo/energético) é proporcional à estimulação induzida pela resistência baseada nas contracções. (5,6,7,8,21) .”

Curiosamente, o nível real de ATP pode ser menor em condições de isquemia (3), levando possivelmente a uma repressão significativa do mTOR. No entanto, as fibras de contracção mais lentas, sendo mais dependente do oxigénio, podem ser afectadas em maior grau. (4,9)

Em condições de contracções anisométricas normais, o fluxo de sangue pode ser limitado ou mesmo ocluído em contracções com tensões mais elevadas, e/ou frequências, se a tensão do de todo o músculo to for suficientemente elevada. (5) nesse aspecto, as contracções isométricas podem ter o efeito mais profundo, devido à ausência de períodos de baixa tensão. Uma força e frequências mais elevadas aumentadas, estimulam uma necessidade de aumento do fluxo sanguíneo, e até que a pressão muscular imponha um limite, isso de facto, aumenta. (5,6) Tanto o pico de tensão como o trabalho executado são indicadores disto. (6)

Para além da pressão externa (como acontece com um manguito), a pressão interna do músculo pode, e obstrui o fluxo sanguíneo. As variações comuns das contracções anisométricas em tensão ao longo a amplitude de movimento, fazem com que estes efeitos sejam intermitentes. No entanto, com as contracções isométricas, a tensão é mantida e não é variável, permitindo um período mais longo de impedimento do fluxo sanguíneo. Estudos têm testado vários músculos com contracções isométricas para encontrar um nível de tensão mínima, onde o fluxo sanguíneo é obstruído. Aqui estão são alguns dos dados,

Bíceps, quadríceps e gémeos caiu entre 50 e 64% MVC (10)

25% tríceps, bíceps de 50%, e extensores das costas MVC 40% (11)

Existem dois pontos principais que podemos aprender e/ou usar a partir desta informação:

Níveis de elevada actividade das fibras, independentemente da carga, ainda induzem hipertrofia miofibrilhar. A tensão é um meio para um fim. O estímulo está nos rácios mais elevados de trabalho por tempo. Isso explica porque razão os melhores resultados são obtidos com esforços repetidos. A primeira repetição de um série usando 5RM, tem a mesma tensão de pico como a última, mas realizar todas as 5 é mais estimulante do que realizar apenas uma.

Uma pessoa pode tirar proveito dos efeitos da oclusão, sem ter abraçadeiras, ligas ou bandas presas aos seus membros. (Por favor, evite usar a oclusão para treinar os músculos do pescoço) Para além disso, não teria que usar um treino isométrico puro, mas possivelmente usar contracções isométricas como “finalizadoras” ou acréscimos, a uma série de repetições normais.

*Fernando Ribeiro.
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Dor muscular dia seguinte ao treino, o que é isso?


Ao contrário do que muitos pensam a dor muscular sentida nos dias seguintes à prática de um exercício vigoroso não acontece pelo acúmulo de ácido lático. O lactato sanguíneo é um produto metabólico final que pode causar dor, mas que desaparece rapidamente. Em exercícios exaustivos cerca de 50% do ácido lático produzido é removido em aproximadamente 25 min de repouso.

A dor do dia seguinte ou dor muscular tardia pode ocorrer de 24 a 56 horas após a atividade. Existem algumas teorias que tentam explicar sua causa:

1. Teoria do tecido cortado, onde micro cortes no tecido muscular seriam a causa,
1. Teoria do tecido conectivo, micro-rupturas ocorreriam no tecido conjuntivo próximo às células musculares que os unem.
1. Teoria da inflamação, a dor sentida seria um processo natural do nosso corpo tentando sanar os danos ocasionados pelo treinamento

Qualquer pessoa está sujeita à essas dores, mesmo aquelas treinadas. Elas estão relacionadas à atividades que seu corpo não está acostumado ou ao aumento na intensidade/volume dos exercícios que você faz habitualmente.

Uma vez instalada a dor é importante evitar que ela se agrave, desta forma evite exercícios vigorosos, faça alongamentos e massagens leves. Se a dor persistir por mais de 7 dias procure um médico.
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Dores no joelho podem ser Condromalácia Patelar


Muitas pessoas costumam reclamar de dores nos joelhos independentemente se estão ou não praticando esportes.
Dúvidas sobre as causas das dores, sobre os exercícios indicados para o problema, sobre o rangido que se ouve ou sente no joelho são comuns.

A causa de tantos desconfortos pode ser inúmera, mas uma causa comum é a condromalácia patelar conhecida mais popularmente como "joelho de corredor". Devido a tantas perguntas sobre o assunto resolvemos colocar aqui uma explicação rápida, com orientações de como proceder com relação ao problema.

A condromálacia patelar é uma doença que se caracteriza basicamente pela fraqueza ou sensação de fricção durante a flexão ou extensão dos joelhos e também pela presença de dor, sintomas esses que podem ser ou não intensos conforme o estágio em que se encontra a doença.

O que ocorre é uma inflamação seguida de amolecimento da cartilagem articular, e que se não tratada logo poderá evoluir e tornar-se grave com incapacidade do joelho. Ela pode ocorrer devido a trauma direto (pancadas) com conseqüente dano condral ou resultado de qualquer condição que interfira com os movimentos patelofemurais normais tais como variações anatômicas anormais.

Tais variações podem ocorrer por desequilíbrio bioquímico do líquido sinovial (líquido que fica dentro da articulação), contato excessivo da patela com o fêmur (osso da coxa), sendo sua maior incidência em mulheres (joelhos desalinhados devido a quadris largos) e jovens adultos.

O encurtamento do quadríceps (músculo da coxa) tanto o posterior quanto na lateral e na panturrilha, um quadril rodado, pé chato ou desalinhamentos patelares (alto, baixo ou rodado), pioram o quadro da condromalácia. Esta lesão é mais comum em mulheres devido ao ângulo do quadril e ocorre prioritariamente devido a aulas de balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

A dor é descrita como profunda e localizada e pode ser sentida ao subir e descer escadas, atividades prolongadas como o uso de saltos, após ficar um tempo excessivo com os joelhos flexionados como o ato de manter as pernas cruzadas, e ainda nos movimentos de flexão ou extensão dos joelhos há um barulho como um rangido audível ou sentido com a mão por cima da patela.

O tratamento é simples, o repouso deve ser estimulado, evitando os movimentos que provocam dor como pular, correr e exercícios que provocam a flexão dos joelhos (ciclismo, subir escadas).

O alongamento e fortalecimento dos músculos da região da coxa devem ser realizados de maneira isométrica, pois forçam a patela (osso do joelho) de maneira suave e gradativa e o fortalecimento também dos isquiotibiais, flexores do quadril e abdutores são necessários, estes músculos ficam na coxa e são responsáveis pelo movimento de extensão da perna, do chute, abertura da perna e flexão do quadril.

A crioterapia (tratamento feito com compressas geladas - gelo) também é bastante indicada por ser um tratamento bastante utilizado por médicos e especialistas do esporte com resultados bastante significativos nas reabilitações de lesões, inclusive utilizada na prevenção de lesões.

Os principais efeitos fisiológicos deste tratamento são: redução da dor, diminuição do espasmo muscular estimulando o relaxamento, redução da inflamação, do metabolismo local, da circulação com posterior estimulação, diminuição do edema e do ciclo dor-espasmo-dor.

O tratamento deve ser feito por 30 minutos sendo que, em muitas lesões, 20 minutos são suficientes. O ideal é que nas primeiras 24 horas sejam aplicadas compressas de gelo por meia hora a cada duas horas.

O ideal é que seja feita uma avaliação física precisa baseada em uma anamnese completa para que o profissional possa identificar o grau desta doença para então seguir com os tratamentos. Entretanto a pessoa que for diagnosticada com condromalacia patelar não deve desistir de sua atividade física, pois quando bem empregado o exercício físico pode ser muito importante para contribuir com a melhoria da função muscular.

Fonte consultada:

GEASE - Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios Faculdade de Educação Física da UNICAMP

Por: Vanessa Salvador Marietto
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Aumento de massa muscular em mulheres


Aumento de massa muscular em mulheres

As alterações vistas em uma famosa personagem da TV tem causado espanto e curiosidade, mas podemos assegurar que o que as imagens do horário nobre não correspondem a realidade da população feminina que se submete a um programa bem orientado de musculação. Em primeiro lugar é muito difícil para a mulher conseguir um nível de hipertrofia similar ao apresentado sem a utilização de recursos ergogênicos, a menos que haja um favorecimento genético considerável aliado ao trabalho de longo prazo, o que não parece ser o caso quando analisamos antigas fotos da artista e calculamos o tempo que as mudanças levaram para ocorrer.

Um dos principais controladores da massa muscular é o hormônio testosterona. A mulher normalmente possui níveis de testosterona 10 vezes menores que o homem, esta diferença faz com que indivíduos do sexo masculino normalmente possuam maiores quantidades de músculos e menor percentual de gordura. Sendo assim, muitas mulheres têm recorrido aos esteróides anabólicos androgênicos (hormônios sintéticos similares à testosterona, popularmente conhecidos como “bomba”) para obter uma hipertrofia acima dos níveis normais.

Mas as diferenças hormonais não significam que seja impossível para a mulher ganhar massa muscular de modo natural. Existem fatores de crescimento liberados em decorrência do treinamento com sobrecarga que atuam diretamente na região estimulada. O mais importante destes fatores, uma isoforma do IGF-1 (fator de crescimento tipo insulina), é considerado por diversas pesquisas científicas como principal envolvido no processo de hipertrofia muscular.

A diferença entre a liberação natural da isoforma autócrina/parácrina do IGF-1 e a utilização de hormônios sintéticos está em suas maneiras de atuação, enquanto o primeiro age somente nas adjacências dos tecidos estimulados, o outro cai na circulação sanguínea e atua em diversas estruturas, como cordas vocais, epiderme, couro cabeludo e ossos músculos da face. Sendo assim, caso o engrossamento da voz, alteração da estrutura facial, acnes e aumento da oleosidade e queda de cabelo ocorram juntamente com o aumento da massa muscular, fique certo que a hipertrofia dificilmente foi conseguida somente com um programa de exercícios, pois o processo de hipertrofia induzido naturalmente, atua de maneira seletiva e não traz a masculinização.

Dito isto o GEASE assegura a todas as mulheres que um programa de exercícios orientado por um profissional de Educação Física competente trará os resultados estéticos e orgânicos desejados sem proporcionar deformações em seu corpo, pois as alterações bioquímicas resultantes de um treinamento responsável atuarão essencialmente nos tecidos estimulados, sem gerar masculinização, nem excessos.

Paulo Gentil
01/01/2003
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Como conseguir definição muscular


Definição muscular

Quando o assunto é estética corporal, é comum o uso de termos como definido, “rasgado”, “trincado” e muito. Possuir um abdômen delineado e um corpo com a aparência atlética é o principal objetivo da grande maioria dos freqüentadores das academias. Infelizmente, muitos recorrem a estratégias não tão saudáveis para o alcance deste objetivo, como as dietas da moda ou a utilização de diuréticos e outras drogas.
Algumas dicas:

1. Através de uma avaliação física, é possível determinar o quanto de gordura corporal você deseja perder e, se realmente, esse tanto é recomendado. Em média, para homens e mulheres envolvidos com treinamento desportivo, 15% a 7% e 18% a 10% de gordura corporal, respectivamente, são indicados como aceitáveis, tanto a nível estético quanto na manutenção da saúde.

A restrição calórica somada aos exercícios intensos pode promover uma depleção drástica das reservas de gordura e ocasionar um desequilíbrio hormonal (baixa produção do hormônio estrógeno) e causar a suspensão da menstruação (amenorréia), o que agrava a perda óssea (osteoporose) e dificulta a absorção de vitaminas lipossolúveis (A., D, E e K). Nos homens, percentuais de gordura inferiores a 6% ocasionam um fenômeno chamado giconeogênese, que é a produção de energia através de fontes que não sejam os carboidratos e as gorduras. Infelizmente, o corpo na escassez destes, recorre à proteína muscular (perdendo a massa muscular tão duramente conseguida) para obter a energia necessária para a continuidade da atividade e sobrevivência.


2. Exercício físico é o maior estímulo para a “queima” de gordura. O exercício físico aumenta sua TMR (taxa metabólica em repouso), ou seja, quando você se exercita, seu organismo continua queimando calorias por algumas horas, mesmo descansando. E no repouso o principal substrato energético é a gordura. Se o treinamento for de exercícios resistidos, como a musculação, a queima pós-treino ainda é maior, devido à situação hormonal e enzimática que se forma para evitar a degradação e reparação protéica e repor as reservas de glicogênio utilizadas no exercício (ver Musculação e emagrecimento).

3. A intensidade dos exercícios deve ser levada em consideração: os estudos já mostraram que se exercitando aerobicamente de 20 minutos ou mais, em 50% - 70% da sua freqüência cardíaca máxima, a predominância do substrato energético utilizado é a gordura. Mas, se você utilizar um percentual mais alto (75% acima), queimaria uma porcentagem inferior de gordura, mas em compensação, acabaria queimando mais calorias totais, incluindo mais calorias de gorduras. Nos exercícios resistidos não é diferente. Existem muitos métodos e sistemas de musculação que podem estimular e exigir uma resposta dos seus músculos. Treino em circuito, superséries, tri-séries, diminuição dos intervalos entre as séries/exercícios dentre outros artifícios estão disponíveis com um planejamento correto do treinamento.


4. Alimente-se várias vezes ao dia: o corpo trabalha continuamente buscando o equilíbrio (homeostase). Por isso devemos ajudar o corpo a utilizar esse recurso natural: devemos dividir nossas refeições diárias em 05 – 06 refeições, justamente para que o corpo não procure uma economia energética como ocorre quando ingerirmos 03 refeições diárias ou utilizamos dietas hipocalóricas: o corpo inicialmente queima o mesmo número de calorias, que resultará em perda de peso corporal durante um período. Porém, quando perceber a quebra da homeostase, ele irá ajustar-se para compensar a diminuição na oferta do alimento, diminuindo a TMB (taxa metabólica em repouso). Refeições freqüentes durante o dia evitam a diminuição do metabolismo, contribuindo para a utilização dos nutrientes na produção de energia imediata. Alguns estudos ainda demonstram que, para evitar a diminuição e adaptação do metabolismo e maximizar a absorção dos nutrientes, deve-se calcular a ingestão calórica para um dia e depois a semanal e com esses dados, promover ingestas calóricas diárias diferenciadas, objetivando uma taxa metabólica constante.


5. Reduza a ingestão de gorduras:
o organismo trabalha muito mais intensamente queimando carboidratos do que gorduras, ou seja, o efeito térmico ou a energia consumida para metabolizar as gorduras é menor do que a utilizada na queima dos carboidratos. Vinte por cento, ou menos, das calorias totais diárias corresponderiam às gorduras em uma dieta convencional;

6. Adeqüe melhor a ingestão das proteínas:
ofereça ao organismo proteínas suficientes para que elas façam seu trabalho: desenvolver e reconstruir os tecidos, principalmente o tecido muscular. Dieta hiperproteica além de ser severa no ponto de vista de manutenção da mesma, promovem desidratação (por isso que as pessoas ficam maravilhadas com o resultados obtidos!), comprometimento da capacidade de permanecer contraindo o músculo durante determinado tempo sem que ocorra a fadiga e a sobrecarga do sistema renal (devido a desidratação provocada). Mesmo assim, é consenso que para perder gordura e manter a massa muscular intacta, deve-se ingerir 1,6 – 2,0 grama/kg/dia de proteínas, o que eqüivale a 15% a 25% das calorias diárias totais (veja Ingestão de proteínas);

7. Não corte os carboidratos:
os carboidratos são responsáveis para que ocorram reações bioquímicas envolvidas com o metabolismo das gorduras, poupam as proteínas de serem utilizadas como substrato energético e reabastecem o corpo com glicogênio, que são armazenados nos músculos e no fígado e oferecem energia para as contrações musculares. 08 – 10 gramas/kg/dia são recomendadas (60% - 70% das calorias totais diárias);

8. Evite as calorias vazias:
alimentos açucarados, fritos e álcool devem ser evitados por não oferecerem nutrientes de qualidade para a construção de um corpo definido e forte.

9. O uso de suplementos deve ser pensado com cuidado:
existem poucas evidências a respeito de suplementos que possam realmente ajudar na queima de gordura. Desenvolva hábitos saudáveis com nutrição e exercícios físicos e evite modismos. Suplementos devem ser utilizados quando existe carência de nutrientes.

Existem muitas outras técnicas sendo utilizadas, mas existe um ponto em que todos os estudos bem dirigidos convergem: 0,5 – 1 kg/semana é a faixa saudável para a perda de peso corporal, sem atrapalhar o desempenho desportivo e rotineiro do indivíduo. Procure um nutricionista para adequar de forma correta sua nutrição e um profissional de Educação Física para a elaboração de exercícios físicos que o auxiliem ao alcance da definição muscular. Os resultados dependem somente da determinação pessoal: VOCÊ é quem determina o sucesso!! BONS TREINOS!!!

Carlos Magno.
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Finalidades do trabalho de força


Finalidades do trabalho de força

Estético

Desenvolvimento e manutenção da estética corporal.

Terapêutico

Correção e ou estabilização de desvios e disfunções orgânicas, reabilitação, etc..

Profilático

Prevenção de desvios posturais e distúrbios funcionais oriundos de hipocinesias e lesões atléticas.

Preparação Física

Desenvolvimento e aprimoramento das qualidades físicas relacionadas as estruturas neuromusculares.

Competitivo

Levantamentos Básicos, Olímpicos, Fisiculturismo

Especiais

Aplicada na infância e adolescência

Aplicada à 3ª idade

Aplicada à Hipertensos

Aplicada à Cardiopatas

Aplicada à Diabéticos, etc...
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Porque contratar um Personal Trainer?


Os principais diferenciais na contratação desse profissional são:

O atendimento e acompanhamento individualizado.

Maior atenção na supervisão e correção dos exercícios.

Possibilidade de variação de modalidades e atividades de exercícios.

Comodidade na escolha e variações de locais para execução das aulas.

Escolha de horários compatíveis com a disponibilidade e rotina diária do Cliente.

Elaboração de programas com objetividade e eficiência, atendendo às expectativas do cliente e sua individualidade biológica.

Maior motivação causada pela presença do Personal para os dias de indisposição e falta de vontade para exercitar-se.

É o profissional que disponibiliza a maior possibilidade de qualidade de vida pela orientação da atividade física.
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O agachamento trás prejuizo para o joelho?


Agachamento e a coluna

Na primeira parte do estudo ficou claro que o agachamento:

Não trás prejuízo para o joelho.

Este exercício pode, deve e tem sido usado com fins terapêuticos.

As lesões no joelho são geralmente causadas pela combinação de excesso de peso, altos volumes de treinamento e técnicas inapropriadas.

As forças tensionais e compressivas desse tipo de exercício estão totalmente dentro de nossas capacidades fisiológicas e articulares.

Na segunda parte, será abordado o tema: agachamento e coluna.

Coluna

A dor lombar normalmente é atribuída a prática do agachamento, o que é pouco provável. Devemos ressaltar que os mecanismos da dor lombar ainda não estão totalmente esclarecidos, só se sabe que é uma manifestação que pode envolver vários fatores. Se o exercício for realizado de maneira racional, com técnica correta o risco de lesão é mínimo.

Veja o exemplo de um estudo feito por GRANHED et al em 1988, onde levantadores de peso (que realizam agachamento com cargas elevadíssimas, além de outros exercícios que sobrecarregam a coluna), lutadores e grupo controle, foram submetidos a exames para registrarem a incidência de dor lombar. Os dados demonstraram que os levantadores de peso tiveram a menor taxa (21%), quando comparados aos lutadores (59%) e o grupo controle (31%). Um dado interessante foi que os grupos dos atletas em geral parecem ter maior tolerância à dor quando comparados ao grupo controle.

Uma preocupação é se com o passar do tempo a realização de agachamentos não traria conseqüências negativas para coluna tais como: degeneração dos discos intervertebrais, perda da mobilidade e dores na lombar. E quando comparado a outras modalidades como a supostamente segura e arbitrariamente prescrita corrida, as conseqüências não seriam mais graves? Para responder estes questionamentos RATY et al (1997) compararam atletas em final de carreira de diferentes modalidades (jogadores de futebol, levantadores de peso e corredores). A mobilidade lombar foi medida através flexicurve method, a degeneração do disco por ressonância magnética e a dor lombar através de uma entrevista. A conclusão do estudo foi que a amplitude de movimento não apresentou pioras com o avanço da idade adulta; a altura do disco foi alterada, porém sem nenhum prejuízo para o individuo. Comparando todos os dados não houve diferença significativa entre os grupos, eliminando a hipótese de que a execução do agachamento poderia trazer danos em longo prazo e que a corrida seria mais segura.

Será realmente grande o índice de lesões na realização do agachamento ?

RASKE E NORLIN (2002), realizaram um estudo onde participaram mais de 100 levantadores olímpicos e basistas, procurando registrar as taxas de lesões sofridas por estes atletas. A primeira parte do estudo foi realizada em 1995 e a segunda, em 2000. O total de lesões encontrado não ultrapassou 2,6 por 1000 horas de treino e a mais comum foi na região lombar 0,43 / 1000h de treino. Já num estudo com corredores (VAN MECHELEN, 1992) as taxas de lesão chegavam perto de 12,1 a cada 1000h de treinamento dependendo do tipo de prova.

Conclusões

A grande maioria que tenta condenar o agachamento ("É perigoso!!!", "Vai machucar o joelho!!!", "Cuidado com a coluna!!!") deve reavaliar seus conceitos. Está claro que o perigo se encontra na prática indiscriminada, os volumes de treinamento chegam a números alarmantes, normalmente faz-se 20 séries por sessão (5 exercícios com 4 séries cada). Somando isto às atividades ergométricas e uma técnica inapropriada, os prejuízos para nossas estruturas tornam-se quase inevitáveis.

Para evitar problemas nesta região, duas atitudes devem ser desestimuladas:


Inclinação exagerada à frente

Utilização de cargas excessivas

Porém a preocupação com a execução desse tão temido exercício não deve se restringir apenas a questões metodológicas (ângulos, repetições, posicionamento dos pés...) e riscos de lesões. Outras variáveis do treinamento são muito importantes:

Relação volume-intensidade
Lesões pré-existentes
Fatores de risco (como algum desvio grave de postura)
Doenças degenerativas articulares (artrose, osteoartrite, osteoartrose), osteoporose

A anamnese e uma boa avaliação física continuam sendo de grande valia para se chegar a um pré-diagnóstico etiológico das doenças da coluna vertebral. No caso de dúvidas em relação às patologias, um médico (especialista) deverá ser consultado.

É imprescindível ter um bom professor para lhe ensinar a técnica correta do exercício, nunca tente aprender a fazer o agachamento sem o acompanhamento de um profissional de Educação Física, nem se auto-prescreva uma série.

Leia a primeira parte do artigo: Agachamento e joelho
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Quer ganhar massa muscular?


Quer ganhar massa muscular?

Para quem está preocupado com a definição, manutenção e o aumento dos músculos (hipertrofia muscular) é importante saber que uma alimentação que fornece diariamente de 12 a 15% do valor calórico total em proteínas é suficiente para atender as necessidades de quem pratica atividade física com essa finalidade.

Os resultados sobre o uso da suplementação com aminoácidos para o aumento de massa muscular assim como seus respectivos efeitos colaterais à longo prazo, são controversos. Por isso, uma alimentação equilibrada, planejada e individualizada que garanta a ingestão de porções adequadas de alimentos fontes de proteínas é o caminho mais saudável, além da prática de exercícios indicados para este fim e orientados por um profissional.

Os alimentos fontes de proteínas (leite, iogurtes, queijos, carnes, peixes, aves, ovos, feijões, nozes) não devem ser consumidos muito próximos do início e término das atividades físicas, uma vez que têm uma digestão mais lenta e, com isso, provocam o desconforto gástrico.

Alimentos ricos em proteínas devem ser consumidos distantes dos horários de atividade física e de forma fracionada, ou seja, em várias refeições ao longo do dia, garantindo o melhor aproveitamento dos aminoácidos na recomposição das fibras musculares, manutenção e formação dos músculos.

É importante também não descuidar do consumo de carboidratos na quantidade e horários recomendados. Além de garantir a manutenção do tônus muscular, os carboidratos mantêm os depósitos de glicogênio muscular e hepático sempre repletos e preservam a utilização da proteína como fonte de energia.

"As informações fornecidas não são individualizadas. Portanto, o nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar um tratamento e/ou acompanhamento nutricional."
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A importância do acompanhamento adequado

Musculação: a importância do acompanhamento adequado

Paulo Gentil
01/05/2011

 
Tornou-se indiscutível que a prática de atividades físicas é importante para manutenção da saúde. Nesse contexto, a musculação vem ganhando um espaço crescente, por proporcionar resultados estéticos, melhorar o desempenho desportivo e ajudar na prevenção, recuperação e reabilitação das mais diversas condições patológicas.

Cientes desses benefícios, muitas pessoas procuram locais especializados para prática de musculação. No momento de escolher onde treinar, diversos fatores são levados em consideração, como a proximidade de casa/trabalho, estrutura física, preço, tipo de público que a freqüenta... No entanto, o fator principal muitas vezes é negligenciado: a qualidade do acompanhamento profissional.

No Brasil, é obrigatório que as academias tenham um professor de Educação Física, devidamente registrado no CREF (Conselho Regional de Educação Física) para supervisionar os seus alunos. Essa prática não é novidade na área da saúde. Para exercer suas profissões, médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo,devem possuir formação na área específica e registro no conselho respectivo. No caso da Educação física, isso é uma forma de proteger o praticante, garantindo a sua segurança e os seus resultados. No entanto, uma tendência de mercado vem preocupando os profissionais mais atentos e comprometidos: a criação de academias na qual a supervisão é negligenciada. Como a folha de pagamento é uma das principais fontes de despesa das academias, muitas empresas estão abrindo mão de bons profissionais para atender seus alunos, ou até mesmo abrindo mão de ter um profissional em sala, com objetivo de reduzir custos. Essas academias normalmente possuem poucos profissionais em sala, os quais servem mais para dar satisfações legais do que propriamente para atender os praticantes.

Apesar desses locais normalmente não serem procurados por pessoas com problemas de saúde (pois elas normalmente têm consciência dos riscos de um acompanhamento inadequado), muitas pessoas com objetivos estéticos e pensando em pagar mensalidades mais baixas as têm procurado. Mas será que a falta de acompanhamento não prejudicaria os resultados?

O primeiro estudo sobre o tema foi publicado por Mazzetii et al. (2000). Os autores compararam as mudanças na força máxima e na potência muscular após 12 semanas de musculação em homens moderadamente treinados, os quais realizavam os treinos sob supervisão individual ou sem supervisão direta. Os participantes tinham entre 1 e 2 anos de experiência em musculação, mas nunca haviam treinado sob supervisão direta. Os dois grupos realizaram treinamentos idênticos, com as mesmas margens de repetições, séries, exercícios, etc. A diferença foi que o grupo supervisionado treinou com o acompanhamento direto de um especialista em todas as sessões, enquanto o grupo não-supervisionado teve acompanhamento apenas em uma sessão de familiarização, na qual o treino foi demonstrado e explicado, em seguida os treinos ocorreram sem supervisão, havendo apenas auxilio de um colega de treino nos exercícios como supino e agachamento, por questões de segurança. Ao final do estudo, os ganhos de força e potência muscular, bem como os ganhos de massa magra e a perda de gordura foram maiores para o grupo supervisionado.

Posteriormente, Coutts et al. (2004) examinaram o efeito da supervisão durante 12 semanas de musculação nos resultados obtidos por jovens jogadores de rúgbi. Novamente, os grupos realizaram exatamente o mesmo treino, com diferença apenas na supervisão. No treino não supervisionado, havia profissionais na sala para dar informações, quando solicitados, mas o acompanhamento direto dos 21 atletas foi realizado por um gerente da equipe, sem formação na área, cujo papel era apenas controlar a freqüência e outros aspectos administrativos. O outro grupo treinou sob supervisão direta de especialistas, com a relação de 1 professor para cada 7 alunos. De acordo com os resultados, os ganhos de força foram maiores para o grupo que treinou sob supervisão.

Com esses dados, fica claro que, mesmo em pessoas treinadas, a supervisão tem um papel essencial nos resultados. Aqui deve-se lembrar que a simples vivência em uma atividade não transforma uma pessoa em um especialista. É interessante ver alguns praticantes de musculação acreditarem que são auto-suficientes devido à prática e que não precisam de orientação profissional em seus treinos, quando mesmo atletas profissionais, com vasta experiência em suas atividades, recorrem ao acompanhamento de um treinador formado. Vamos pensar bem, se o acompanhamento não fizesse diferença, será que os atletas olímpicos, ou equipes profissionais de futebol, basquete, vôlei, etc. gastariam dinheiro contratando técnicos e preparadores físicos?

O professor de Educação Física passa anos estudando as diversas ciências envolvidas na prática de atividades físicas, como fisiologia, bioquímica, biomecânica, cinesiologia, anatomia, sem esquecer de outras não menos importantes como as relacionadas à aprendizagem motora, psicologia, etc. E esse conhecimento acadêmico é essencial para se tirar o máximo de proveito de um treino. Por exemplo, um bom profissional saberá controlar a velocidade, intervalos, aproveitar melhor os ângulos de movimento, ajustar cargas, etc. variáveis pouco compreendidas e muito importantes para os resultados (Gentil, 2011). Nos estudos anteriores, por exemplo, os participantes tinham vários meses, ou até anos, de experiência na prática de musculação, e os resultados só vieram com um acompanhamento adequado, mesmo que os treinos fossem exatamente os mesmos para os grupos que treinaram com e sem supervisão.

Nesse ponto, muita gente pode levantar a hipótese de que a supervisão seja mais importante para atletas e pessoas treinadas, pois eles precisariam de estímulos mais eficientes para se adaptarem, em comparação com um aluno comum de academia. A resposta a isso vem de um estudo conduzido pelo nosso grupo, no qual foram comparados os efeitos da supervisão nos ganhos de força de 124 homens jovens, não-treinados, após 11 semanas de musculação (Gentil & Bottaro, 2010). Os participantes foram divididos em turmas de 20 a 25 alunos, metade com supervisão alta e metade com supervisão baixa. Nas turmas com supervisão alta, havia 4 a 6 professores por turma, o que mantinha uma supervisão média de 5 alunos por professor, já nas turmas com supervisão baixa, apenas um professor cuidava dos 20 a 25 alunos. Os grupos realizaram exatamente os mesmos treinos, com os mesmos exercícios, mesmas margens de repetições e mesmos intervalos entre as séries. Os professores não tinham conhecimento do objetivo do estudo, e sua instrução, independente de estar com supervisão alta ou baixa, foi para manter os alunos motivados e orientá-los com relação à execução correta e ajuste de intensidade. Ao final do estudo, o grupo que treinou sob supervisão alta obteve um aumento de 15,9% na força do supino, o que foi maior que os 10,22% obtidos pelo grupo que treinou sob supervisão baixa. As maiores diferenças, entretanto, ocorreram para o torque dos membros inferiores, no qual o grupo sob supervisão alta ganhou 11,8%, enquanto o aumento de 1,4% do grupo que treinou sob supervisão baixa não foi significativo.

A explicação dos resultados encontrados dos estudos anteriores está na maior aderência ao treino, maior progressão da carga e utilização de intensidades mais adequadas. No entanto, é importante notar que nesses estudos os treinos foram os mesmos para os dois grupos, algo que não será verdade para uma pessoa treinando sem supervisão. Sem supervisão, o praticante monta o próprio treino ou o copia de uma outra pessoa, o que aumentará ainda mais os riscos à saúde e diminuirá a possibilidade de se obter bons resultados. Imagine quão diferentes seriam os resultados se fossem comparados treinos elaborados por profissionais de Educação Física e treinos montados por pessoas não formadas?

Desse modo, fica claro que, independente do nível de treinamento, a supervisão por um profissional especializado, bem como uma relação adequada professor:aluno são essenciais para garantir a segurança e os resultados. Na hora de escolher uma academia, não basta observar se ela está na moda, é barata ou bonita. Lembre-se que uma academia é movida essencialmente pela qualidade dos profissionais que nela trabalham. O acompanhamento adequado pode representar a diferença entre ter ou não ter resultados. Portanto, quando for procurar um local para treinar, mais do que qualquer outra coisa, observe principalmente se você terá acompanhamento direto de bons profissionais.
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